Esquema criminoso
Operação Padlock: Polícia Civil prende suspeito de cometer crime cibernético no Tocantins
Ação busca desarticular esquema criminoso estruturado de invasão virtual, fraude e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil do Estado do Tocantins, por intermédio da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC – Palmas), deflagrou nesta quarta-feira, 4, em Santa Helena de Goiás (GO), a Operação Padlock, com o objetivo de desarticular esquema criminoso que resultou na invasão cibernética de sistema institucional e acesso indevido de dados.
Na operação policial foi cumprido mandado de prisão contra o indivíduo G.A.L., 23 anos, que comandava o esquema virtual, acessando criminosamente um sistema de dados, extraindo informações. A ação, coordenada pela DRCC, foi realizada com o apoio de unidades das polícias civis dos Estados do Tocantins e Goiás, e colaboração da polícia judiciária da Bahia, resultado de uma investigação instaurada no início do ano de 2025.
Segundo o delegado-chefe da DRCC, Lucas Brito Santana, a operação ocorreu após a expedição de quatro mandados judiciais, sendo um mandado de prisão e três de busca domiciliar, em endereços situados no município de Santa Helena de Goiás (GO).
“A ação faz parte do trabalho permanente de combate aos delitos cibernéticos no Tocantins, buscando identificar e responsabilizar os envolvidos, desarticulando grupos criminosos que atuam na esfera digital. Com a Operação, a Polícia Civil sinaliza que o ambiente virtual não é território sem lei, estando sob permanente tutela estatal”, destacou.
Esquema criminoso
Com o aprofundamento das apurações, verificou-se que G.A.L., obteve acesso também a informações corporativas. O suspeito coordenava o esquema de forma estruturada e sequencial, iniciando com a invasão de sistemas institucionais ou corporativos para obtenção de dados sigilosos, etapa considerada essencial para a execução das práticas criminosas.
Na sequência, os dados eram explorados com finalidade financeira, seja por meio da venda em mercados clandestinos, seja pela utilização direta em fraudes, como abertura de contas bancárias e contratação de crédito em nome das vítimas.
Por fim, os valores obtidos de forma ilícita eram submetidos a estratégias de ocultação patrimonial, incluindo uso de contas de passagem, empresas de fachada, operações com criptomoedas e aquisição de bens de alto valor, com o objetivo de dissimular a origem criminosa dos recursos e dificultar a atuação investigativa.
Apreensão dos objetos
Nas diligências foram apreendidos aparelhos celulares, computadores de alta performance, notebooks e dispositivos informáticos diversos, além de artigos luxuosos e elementos indicativos de aplicações de valores em carteiras de criptoativos.
Com o investigado G.A.L. também foi apreendido um carregador de pistola, o que resultou em sua autuação, junto à Polícia Civil do Estado de Goiás, pelo crime de posse irregular de acessório de arma de fogo de uso permitido.
O suspeito responde por invasão de dispositivo informático, com obtenção do conteúdo de informações sigilosas, e lavagem de dinheiro.
Após o interrogatório, o investigado foi encaminhado à unidade penal local, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. Outros envolvidos, potenciais comparsas de G. A. L., também estão sendo investigados.
Operação Padlock
A nomenclatura Padlock (cadeado, em língua inglesa) alude à representação simbólica da atuação policial destinada a restabelecer a inviolabilidade de sistemas informáticos e a proteção de dados sigilosos.
(Da Dicom SSP TO)
(Foto: Divulgação/PCTO)
