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Concurso segue em andamento

Operação “Última Etapa” investiga fraude milionária em concurso da Polícia Militar do Tocantins

Ao todo, oito pessoas são alvos diretos da operação. Cinco candidatos são suspeitos de contratar o esquema, enquanto três homens são apontados como integrantes da organização criminosa

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Uma operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira, 18, revelou um suposto esquema criminoso de fraude no concurso da Polícia Militar do Tocantins, realizado em junho de 2025. As investigações apontam que candidatos teriam pago até R$ 50 mil para que terceiros realizassem as provas em seus lugares.

Batizada de “Última Etapa”, a ação ocorreu simultaneamente em quatro estados — Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás — e resultou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão domiciliar. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas.

Esquema com “pilotos”

De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado utilizava um método conhecido como “pilotos”, em que pessoas eram contratadas para fazer as provas no lugar dos candidatos inscritos. A fraude teria ocorrido na primeira fase do concurso, aplicada em 15 de junho de 2025.

Durante as apurações, os investigadores identificaram inconsistências entre impressões digitais e assinaturas, o que reforçou os indícios de substituição de candidatos nas provas.

Envolvidos

Ao todo, oito pessoas são alvos diretos da operação. Cinco candidatos são suspeitos de contratar o esquema, enquanto três homens são apontados como integrantes da organização criminosa. Entre eles, estão:

  • Um agente socioeducativo no Distrito Federal;
  • Um policial rodoviário federal lotado em Marabá (PA);
  • Um ex-policial militar da Paraíba, já excluído da corporação por envolvimento em outros crimes.

Os nomes dos investigados não foram divulgados, e não houve contato com as defesas até o momento.

Concurso segue em andamento

O concurso da Polícia Militar do Tocantins registrou mais de 34 mil inscrições e oferece 660 vagas, sendo 600 para soldados e 60 para aspirantes a oficiais. Os salários iniciais variam entre R$ 2,8 mil e R$ 10,8 mil.

Apesar da gravidade das suspeitas, a Polícia Militar informou que não há comprometimento da lisura do certame como um todo. Segundo a corporação, as irregularidades são pontuais e relacionadas a condutas individuais.

A própria Comissão Organizadora do concurso identificou os indícios iniciais e repassou as informações à Polícia Civil, que deu início às investigações.

Compromisso com a transparência

Em nota oficial, a Polícia Militar do Tocantins afirmou que adotou imediatamente as medidas necessárias para preservar a legalidade do processo seletivo. A corporação também destacou que segue colaborando com as investigações e reforçou seu compromisso com a transparência e a ética.

O caso continua sob apuração, e novas fases da operação não estão descartadas.

(Com informações da Agência Tocantins)
(Foto: Divulgação – PCTO)

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