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População cobra respostas após suspensão do transporte coletivo em Araguaína
Ônibus estão fora de circulação há uma semana, enquanto concessionária e Prefeitura discutem custos e subsídio para manutenção do serviço
A suspensão do transporte coletivo urbano em Araguaína tem provocado transtornos e aumentado a insatisfação da população. Desde a última segunda-feira (24), os ônibus estão fora de circulação, deixando trabalhadores, estudantes e milhares de usuários que dependem diariamente do serviço sem uma alternativa regular de transporte.
Com a paralisação chegando a uma semana, moradores cobram respostas e, principalmente, uma solução para o impasse. Para quem utiliza o ônibus para trabalhar, estudar, buscar atendimento de saúde ou realizar outras atividades essenciais, a falta do serviço representa aumento de despesas e dificuldades de deslocamento pela cidade.
Segundo informações divulgadas pela Araguaína Transportes, concessionária responsável pelo serviço, a operação teria sido interrompida após um fornecedor suspender o abastecimento de diesel em razão de débitos acumulados. A empresa também aponta aumento dos custos com combustível, pneus, peças, manutenção e salários como fatores que pressionam a operação.
Empresa solicita aumento do subsídio
Atualmente, conforme as informações divulgadas, a Prefeitura de Araguaína repassa R$ 351 mil mensais à concessionária. A empresa solicita que o subsídio passe para R$ 591.974,94 por mês, o que representa um aumento de aproximadamente 68,7%.
Por outro lado, a Prefeitura afirma que os repasses previstos estão em dia e que o pedido de reajuste apresentado pela concessionária permanece sob análise técnica.
População é quem sente os efeitos
Enquanto empresa e Município discutem os valores necessários para manter o sistema funcionando, os usuários continuam enfrentando as consequências da paralisação.
Nas redes sociais, a situação tem provocado reclamações e cobranças por uma definição. A principal pergunta entre os usuários é quando os ônibus voltarão às ruas.
A paralisação atinge especialmente quem não possui veículo próprio e depende exclusivamente do transporte coletivo. Para essas pessoas, recorrer diariamente a mototáxi, transporte por aplicativo ou outros meios pode representar um gasto que não estava previsto no orçamento familiar.
Após uma semana sem ônibus, cresce a pressão para que concessionária e poder público encontrem uma solução que permita a retomada do serviço. Até que isso aconteça, a população de Araguaína segue aguardando respostas e uma previsão concreta para a normalização do transporte coletivo.
(Por redação)
(Foto: Ilustração)