ASSISTÊNCIA SOCIAL
Restaurante Popular de Araguaína serve mais de 20 mil refeições por mês e atende desde empresários a pessoas de baixa renda
Serviço da Prefeitura de Araguaína oferece almoço por R$ 4,30 e recebe trabalhadores do comércio, empresários, donas de casa, estudantes e pessoas em situação de vulnerabilidade
O morador Pedro Paulo Ribeiro Leal, de 58 anos, percorre diariamente de bicicleta o trajeto entre o Setor Coimbra e a Praça das Bandeiras, na região central de Araguaína, para almoçar no Restaurante Popular, mantido pela Prefeitura. Morando sozinho, ele conta que prefere se alimentar no local, porque não precisa cozinhar em casa e consegue manter uma alimentação variada gastando pouco.
Para ele, o valor pago pela refeição faz diferença no orçamento. O almoço custa R$ 4,30 e inclui arroz, feijão, uma guarnição, salada com três ingredientes e suco natural. O cardápio é elaborado semanalmente e alterna opções de proteínas como frango, peixe, carne bovina, fígado, panelada, galinhada e assados.
“Em casa, acho que sairia mais caro. Tem que comprar o óleo, o arroz, o tomate, a carninha que está tudo caro. Eu ganho só os R$ 600 do bolsa família e mais um pouco que consigo fazendo bicos e catando latinha. Com esse dinheiro eu pago minha água, a luz, minhas coisas e o almoço aqui”, contou Pedro.
A realidade de Pedro Paulo é uma das que fazem parte do público atendido diariamente pelo Restaurante Popular. Em setembro, foram servidas 21.649 refeições no local, superando a média mensal de 20 mil, com pico de 23.580 em julho.
Atende todas as classes
Apesar de o Restaurante Popular ter como uma de suas finalidades ampliar o acesso à alimentação adequada para pessoas em situação de vulnerabilidade, o público que utiliza o serviço é bastante diversificado. Somado o valor da refeição de segunda a sábado, o custo para almoçar mensalmente totaliza R$ 112.
Entre os frequentadores estão trabalhadores do comércio, mototaxistas, pedreiros, donas de casa, estudantes e até empresários da região central da cidade, que não dependem exclusivamente do valor popular para segurança alimentar, mas encontram no serviço uma forma de economizar tempo durante a rotina.
O lojista Deivison Nobre, que mora no centro de Araguaína, acompanha o movimento do restaurante desde a reabertura em 2024. “Eu conheço outros lugares em vários estados do Brasil e o que me chama atenção aqui é a higiene e o bom atendimento. É humanizado, todos são tratados iguais, e a alimentação é equilibrada, ideal inclusive para quem treina”, contou o empresário.
Comida de qualidade
Os vegetais são adquiridos de produtores e fornecedores locais, com compras realizadas duas ou três vezes por semana para garantir produtos frescos. Além de contribuir para a qualidade das refeições, a aquisição movimenta o comércio e a produção local. A qualidade também está nos sucos, que são feitos com polpa da fruta.
O cardápio é planejado semanalmente por uma equipe de nutricionistas e busca oferecer diferentes opções ao longo dos dias. Quando pratos como fígado ou panelada estão no menu, por exemplo, também pode haver uma segunda opção, como ovos mexidos, cozidos ou fritos. A equipe também adotou o sistema de porcionamento para reduzir o desperdício de alimentos.
O restaurante abre às 10 horas e segue servindo centenas de refeições até às 14 horas. O ambiente é climatizado, possui banheiros masculino e feminino no térreo e no mezanino, e tem capacidade para 250 pessoas sentadas.
Para manter a refeição a um preço popular, a Prefeitura de Araguaína investe mensalmente, em média, um subsídio de R$ 163 mil. A empresa concessionária é a ISM Alimentação, com sede em Fortaleza (CE), e conta com acompanhamento técnico da Secretaria Municipal da Assistência Social.
(Ascom Prefeitura de Araguaína)