Forte chuva
Araguaína acumula 481 mm de chuva em fevereiro, maior volume para o mês nesta década, diz Prefeitura
Prefeitura continua realizando obras para reduzir o impacto climático que vem se intensificado em todo Brasil nos últimos anos
A forte chuva registrada em Araguaína na manhã desta quarta-feira, 25, resultou no volume de 50 milímetros em menos de meia hora, de acordo com o pluviômetro da Defesa Civil de Araguaína. Em termos práticos, se cada milímetro de chuva significa um litro de água por metro quadrado, é como se alguém despejasse quase três galões inteiros de água de 20 litros sobre duas mesas de boteco.
Somada às chuvas registradas desde o início do mês, a cidade chega a um recorde no comparativo dos meses de fevereiro nesta década. Segundos os dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o pluviômetro instalado no Setor Pedra Alta somou 481 mm de chuva de 1º a 25 de fevereiro de 2026.
O volume está inclusive muito acima da média histórica para o período desde 2020, que é 341 mm. Os fevereiros tiveram precipitação de 356 milímetros (2025); 310 milímetros (2024); 304 milímetros (2023); 165 milímetros (2022); 391 milímetros (2021); e 383 milímetros (2020).
Combate às enchentes
Para diminuir este impacto, a Prefeitura de Araguaína vem construindo bacias de detenção, que captam e controlam a vasão para os córregos, minimizando a possibilidade das enchentes. A Bacia do Córrego Canindé (próximo ao Parque Cimba) está em funcionamento normal.
Já a Bacia do Neblina está em processo de conclusão, mas já acumula parte da chuva que cai na região da Avenida Castelo Branco, Vila Norte, Vila Couto Magalhães, Maracanã e demais bairros localizados ao norte da cidade. Na região, uma outra bacia está em construção e deve ficar pronta para o próximo período chuvoso.
“É preciso destacar que a drenagem está funcionando. Nós ainda não tínhamos visto alagamentos na Margina Neblina neste ano, só aconteceu com um volume muito acima da média. Mesmo assim, a água foi escoada logo que a força da chuva diminuiu”, ressaltou o secretário da Infraestrutura, Frederico Prado.
Questões geográficas
Não bastasse o grande volume, a cidade ainda enfrenta questões geográficas para conseguir escoar as enxurradas, sendo a parte mais baixa e mais afetada a região da foz do Córrego Neblina. Com nascente na Vila Norte, ele capta toda a chuva que cai no norte da cidade, desde o bairro Maracanã, tendo uma bacia hidrográfica que se estende em um arco até o centro da cidade.
O escoamento das chuvas se acumula quando o Neblina encontra outros afluentes, principalmente aqueles ainda não canalizados como o Água Fria e o Tanque, que percorrem a região mais a oeste da cidade, passando pela região dos setores Rodoviário e Urbanístico.
É justamente neste ponto mais crítico que a Prefeitura de Araguaína vai trabalhar neste ano. “De maneira muito simplificada, a canalização dos córregos dentro do trecho urbano ajuda a evitar as enchentes porque faz com que a água escoe mais rápido até a foz, que é o Lago Azul, no Rio Lontra”, explicou o secretário da Infraestrutura, Frederico Prado.
(Da secom da Prefeitura de Araguaína)
(Foto: Divulgação)