crise na saúde
Hospitais e clínicas anunciam suspensão de atendimentos pelo SUS e Servir no Tocantins
Entidades apontam dívida acumulada de R$ 274 milhões e alertam para impactos na assistência aos pacientes; Governo do Estado afirma que trabalha para regularizar os pagamentos.
Hospitais, clínicas e laboratórios privados credenciados à rede estadual de saúde do Tocantins anunciaram a suspensão de novos atendimentos eletivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo plano de assistência à saúde dos servidores públicos estaduais (Servir), a partir desta quinta-feira, 5 de novembro, por tempo indeterminado.
A decisão foi anunciada na quarta-feira (4), durante coletiva de imprensa realizada em Palmas, por representantes do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto), do Sindicato dos Médicos do Estado do Tocantins (Simed-TO) e da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Tocantins (Coopanest).
Dívida milionária preocupa prestadores
Segundo as entidades, o Governo do Tocantins acumula uma dívida estimada em R$ 274 milhões, referente a atrasos nos repasses financeiros ao longo dos últimos cinco meses.
A paralisação envolve aproximadamente 60 empresas contratadas pelo Estado para prestar serviços de saúde. De acordo com o Sindesto, a falta de pagamentos tem comprometido a aquisição de medicamentos, insumos e materiais necessários à manutenção dos atendimentos.
A situação gera preocupação entre pacientes que dependem de consultas, exames e procedimentos eletivos realizados pela rede credenciada.
Governo se manifesta
Em resposta, as secretarias estaduais da Saúde e da Administração informaram que não receberam comunicação formal sobre a suspensão dos atendimentos.
O Governo do Tocantins afirmou ainda que trabalha para regularizar os pagamentos pendentes e mantém diálogo com as entidades representativas dos prestadores, buscando garantir a continuidade da assistência à população.
Pacientes podem ser prejudicados
A suspensão anunciada poderá provocar atrasos em consultas especializadas, exames e procedimentos programados, ampliando a demanda por serviços de saúde no Estado.
Até o momento, não foi divulgado um prazo para a retomada dos atendimentos eletivos pelas unidades participantes da paralisação.
A situação deverá continuar sendo acompanhada pelas autoridades estaduais e pelas entidades envolvidas.
(Fonte: G1 Tocantins, com informações das entidades representativas e do Governo do Estado)
(Foto: Ilustração)