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Tentativa de roubo

MPTO obtém prisão preventiva de investigado por ataque violento a casal na zona rural de Araguaçu

Investigado invadiu fazenda durante blecaute, agrediu casal na frente de criança de 2 anos e havia sido solto dois dias antes do crime

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A atuação do Ministério Público do Tocantins (MPTO) garantiu a prisão preventiva de um homem investigado por tentativa de roubo com extrema violência em uma fazenda na zona rural de Araguaçu.

O crime ocorreu no último dia 15 de fevereiro. Segundo as investigações, o suspeito se aproveitou de um vendaval que provocou queda de energia elétrica para invadir a fazenda e emboscar os moradores no escuro.

A moradora foi surpreendida na despensa da residência e agredida com um pedaço de madeira na cabeça. Ao ouvir os gritos, o esposo correu para socorrê-la enquanto segurava o filho do casal, de apenas dois anos. Durante a luta corporal, também foi atingido com pauladas, sofrendo lesões na cabeça. A criança presenciou toda a ação.

O investigado deverá responder por tentativa de roubo majorado, que ocorre quando o crime é praticado com circunstâncias que aumentam sua gravidade, como o emprego de arma ou a utilização de violência intensa. Nesses casos, a pena prevista em lei é mais severa, justamente porque o risco à integridade das vítimas é maior.

Reincidência

Ao requerer a conversão da prisão em flagrante em preventiva, o promotor de Justiça substituto Jorge José Maria Neto destacou que a liberdade do investigado representaria risco concreto à ordem pública e à integridade das vítimas. Apontou ainda a gravidade do modo de execução do crime, praticado com extrema violência, em contexto de vulnerabilidade do casal e na presença de uma criança de dois anos.

Outro fator considerado foi o histórico do investigado. Conforme consta nos autos, ele já havia praticado crime contra a mesma residência meses antes e é suspeito de tentativa de estupro ocorrida dias antes da invasão à fazenda.

Além disso, havia sido beneficiado com alvará de soltura por progressão de regime apenas dois dias antes da nova ocorrência.

Flagrante reconhecido

Embora a prisão tenha ocorrido três dias após o crime, a Promotoria de Justiça de Araguaçu sustentou a legalidade do “flagrante impróprio”, caracterizado quando há perseguição contínua do suspeito logo após o fato.

As forças de segurança mantiveram buscas ininterruptas desde o dia do crime até a captura, localizando o investigado escondido em um matagal, em imóvel abandonado.

(Da Dicom MPTO)
(Foto: Ilustração – Canva)

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