JUSTIÇA
Filhos de jovem morta em acidente aguardam indenização há três anos em Araguaína
Direito à indenização foi reconhecido em primeira instância, mas processo envolvendo o Município de Araguaína e a CVC Construtora Vale do Cunhas ainda segue em tramitação
Três anos após a morte de Nayara Sales Silva, de 24 anos, os dois filhos da jovem ainda aguardam o desfecho definitivo do processo judicial envolvendo o Município de Araguaína e a CVC Construtora Vale do Cunhas Ltda.
Nayara morreu no dia 14 de setembro de 2023, após um acidente ocorrido no Setor Sonhos Dourados, em Araguaína, envolvendo uma motoniveladora, popularmente conhecida como patrol ou patrola.
O equipamento era utilizado na execução de uma obra realizada pela construtora para o Município.
A jovem deixou dois filhos, Heitor Gabriel, atualmente com 9 anos, e Emanuelly, de 3 anos.
Conforme informações da defesa da família, a Justiça reconheceu, em primeira instância, o direito das crianças à indenização e ao pensionamento em razão da morte da mãe.
Apesar da decisão, o processo ainda não teve um desfecho definitivo. Enquanto a ação continua em tramitação, os familiares aguardam que os direitos reconhecidos judicialmente sejam efetivamente concretizados.
Para a família, a espera prolonga o sofrimento iniciado com a tragédia. Embora nenhuma compensação financeira seja capaz de substituir a presença de Nayara na vida dos filhos, os familiares esperam uma conclusão do processo.
A advogada Jaqueline Batalha, responsável pelo caso, afirma que o tempo de espera aumenta a angústia enfrentada pela família.

“Já se passaram três anos e, enquanto o processo continua, a vida dessas crianças não para. Elas estão crescendo sem a mãe e ainda aguardam uma resposta definitiva. Nenhuma indenização será capaz de compensar essa ausência, mas a demora prolonga ainda mais o sofrimento da família. O que esperamos é que o processo tenha uma conclusão e que os direitos dos filhos de Nayara sejam efetivamente concretizados”, afirmou.
Três anos depois da tragédia, a família continua esperando. Enquanto o processo segue em tramitação, Heitor Gabriel e Emanuelly crescem sem a presença da mãe e aguardam uma decisão definitiva que permita a concretização do direito já reconhecido em primeira instância.
( Da Redaçaõ: Araguaína Urgente)
