Educação e Cidadania
Araguaína promove diálogo sobre educação sem violência no III Seminário Menino Bernardo
Encontro reuniu população, servidores municipais e adolescentes do NUCA para discutir parentalidade positiva, afeto, respeito e limites na educação de crianças e adolescentes
Durante a palestra, João Victor abordou a importância de reconhecer mudanças no comportamento de crianças e adolescentes como possíveis sinais de alerta. Para o psicólogo, alterações repentinas podem indicar que a criança ou adolescente esteja passando por uma situação de violência ou exposição traumática.
“A parentalidade positiva é um dos modos de educar com afeto, limite e respeito, fazendo com que haja o melhor modo de educar. Existem modos melhores de fazer com que a parentalidade tenha um impacto significativo na vida, na cultura e na educação das nossas crianças. Na prevenção, alguns sinais são claros: mudanças súbitas no comportamento da criança são um alerta. Mudanças repentinas, marcas ou alterações no desenvolvimento esperado podem indicar que há alguma situação de violência ou exposição traumática afetando aquela criança.”
A orientação e a atenção de familiares, profissionais da educação, saúde, assistência social e demais integrantes da rede de proteção são fundamentais para identificar possíveis situações de violência e garantir o encaminhamento adequado.
Lei Menino Bernardo
O seminário tem como referência a Lei Federal nº 13.010, de 26 de junho de 2014, conhecida como Lei Menino Bernardo, que estabelece o direito de crianças e adolescentes de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante.
A legislação ficou inicialmente conhecida como “Lei da Palmada” e posteriormente recebeu o nome de Lei Menino Bernardo, em homenagem a Bernardo Uglione Boldrini, criança de 11 anos cujo caso teve grande repercussão nacional.
A iniciativa também está alinhada ao princípio previsto no artigo 227 da Constituição Federal, que estabelece como dever da família, da sociedade e do Estado assegurar, com absoluta prioridade, os direitos de crianças e adolescentes e protegê-los de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Com o seminário, o Município busca fortalecer a rede de atenção e proteção e ampliar o conhecimento da sociedade sobre práticas educativas não violentas, contribuindo para relações familiares mais saudáveis e para uma cultura de cuidado, respeito e proteção integral de crianças e adolescentes.
(Por: Rodrigo Araújo)
(Foto: Thiago Santos/SECOM)