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Violência sexual

Atuação do MPTO assegura proteção imediata a crianças vítimas de abuso em Araguaçu

As ações, assinadas pelo promotor de Justiça Jorge Neto

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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) obteve decisões favoráveis da Justiça para a aplicação de medidas de proteção a duas crianças vítimas de violência sexual em Araguaçu, na região Sul do Estado. As ações, assinadas pelo promotor de Justiça Jorge Neto, resultaram no afastamento imediato dos supostos agressores e na proibição de qualquer contato com as vítimas e seus familiares. 

A atuação do MPTO foi desencadeada após o recebimento de relatórios detalhados do Conselho Tutelar de Araguaçu, que noticiaram cenários graves de vulnerabilidade das crianças. Segundo o promotor de Justiça, Jorge Neto, as medidas  são fundamentais  para interromper ciclos de violência e garantir a integridade física e psicológica das vítimas.

Casos de violência intrafamiliar

A primeira decisão refere-se a uma criança de 11 anos que, estaria sendo vitima de violência sexual pelo seu padrasto. A denúncia aponta que os abusos ocorreriam principalmente no período noturno, enquanto a mãe da menina estava no trabalho. 

O segundo caso envolve uma adolescente de 12 anos que relatou sofrer abusos desde os oito anos de idade, cometidos por um tio. O comportamento da vítima sofreu alterações drásticas, incluindo insônia e medo exacerbado, percebidos pela avó paterna durante o período de férias. 

Nos dois casos, o Judiciário determinou o afastamento dos suspeitos do lar, fixando uma distância mínima de 500 metros das vítimas.


Atuação e providências

Além do afastamento dos agressores, as decisões judiciais estabeleceram uma série de restrições e diligências para garantir a segurança das vítimas e a apuração criminal dos fatos:

– Os representados estão proibidos de manter contato com as vítimas e seus familiares (genitores e avós) por qualquer meio de comunicação, incluindo chamadas telefônicas, mensagens de texto, aplicativos como WhatsApp e redes sociais, ou ainda por interposta pessoa.

– Foi determinada a expedição de ofício à Delegacia de Polícia Civil de Araguaçu para a imediata instauração de novos inquéritos policiais, para apuração dos fatos.

– O Conselho Tutelar de Araguaçu foi comunicado para acompanhar os casos de forma contínua e prestar todo o suporte necessário às crianças e suas famílias.

– Determinou-se o encaminhamento imediato das vítimas e de suas genitoras ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para acolhimento e acompanhamento psicossocial por equipe multidisciplinar.

– A Justiça requisitou a realização de exames médicos especializados nas vítimas e a oitiva urgente de testemunhas, como a avó materna em um dos casos.

(Da ascom do MPTO)
(Foto:  Marcelo de Deus – Dicom MPTO)

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