CULTURA
Literatura tocantinense em destaque nacional: escritor Francisco Neto Pereira Pinto é entrevistado
Em um feito inédito para sua carreira, o autor concede ampla entrevista aos colunistas Cida Simka e Sérgio Simka sobre o conjunto de sua obra; projeção em veículo paulista reafirma a força e a descentralização da produção literária do Tocantins.
A literatura tocantinense celebra um marco de reconhecimento e visibilidade nacional. O escritor, professor universitário e psicanalista tocantinense Francisco Neto Pereira Pinto acaba de conceder uma entrevista exclusiva para a prestigiada Revista Conexão Literatura, sediada em São Paulo. Realizada em formato escrito via e-mail e conduzida pelos renomados colunistas Cida Simka e Sérgio Simka, a conversa marca a primeira vez que o autor é entrevistado por um veículo especializado no nicho literário sobre o conjunto completo de sua obra. Leia na íntegra.
O convite partiu da própria equipe de colunistas da revista, que identificou o valor estético e reflexivo dos textos do autor após acompanhar o conteúdo que ele compartilha em suas redes sociais. Na publicação, Francisco Neto aborda seu processo criativo, suas motivações, a articulação entre literatura e psicanálise, e traça um panorama de sua trajetória — desde seus livros infantis inspirados nas vivências da paternidade até seus livros de contos para adultos.
Conquista não somente do autor, mas também da literatura tocantinense
Mais do que um reconhecimento individual, a presença do escritor na Conexão Literatura representa uma conquista estratégica para a difusão da literatura tocantinense no cenário cultural brasileiro. Historicamente, o eixo Rio-São Paulo concentra os principais meios de crítica, distribuição e validação editorial, de onde habitualmente se irradiam os debates e as tendências culturais para o restante do país. Romper as barreiras geográficas e ocupar espaço de destaque em uma das publicações mais lidas do setor no eixo Sudeste valida a potência, a originalidade e a universalidade da prosa produzida no Tocantins.
A Revista Conexão Literatura ostenta números expressivos no ecossistema editorial e nas redes digitais: alcança uma audiência de mais de 1,4 milhão de leitores, além de contar com uma comunidade engajada de mais de 300 mil seguidores no Instagram e mais de 970 mil seguidores no Facebook. Ter um autor tocantinense em evidência em uma plataforma desse porte assegura uma vitrine inédita para a produção estética e acadêmica realizada na região.
Nesse sentido, Francisco N. P. Pinto destaca: “todo autor de literatura tocantinense sabe como é difícil difundir sua produção literária em nichos especializados e, mais ainda, para além das barreiras do próprio Estado, de modo a alcançar o cobiçado eixo Rio-São Paulo. Qualquer um de nós que chegue lá está, na verdade, abrindo portas não somente para si, mas também para outros colegas e para nossa literatura. É sempre uma conquista nossa”
Sobre o mais recente livro: Civilização Selvagem
O ponto alto da entrevista destaca o mais recente lançamento do autor: a coletânea de contos Civilização Selvagem ou tigelas de barro espatifadas no chão, lançada pela editora Mercado de Letras em agosto de 2026. A obra reúne nove narrativas ambientadas no espaço urbano que transitam por temas prementes da contemporaneidade, como os impactos da inteligência artificial nos relacionamentos e no trabalho, a exaustão docente e materna, o burnout e as metamorfoses da paternidade. Um dos traços mais destacados do livro é o fato de poder ser lido como um romance, traço distintivo do estilo do autor, ressaltado por Neide Rezende, professora da USP, como bastante original.
O livro vem acumulando grande reconhecimento no meio acadêmico e literário, com repercussão em veículos nacionais de imprensa como o Portal Terra e o Correio Braziliense, além do aval de importantes críticas e pesquisadoras da literatura. Lígia Chiappini (livre-docente da Universidade de São Paulo – USP e professora titular da Freie Universität Berlin), responsável pelo prefácio da obra, observa:
“As Anas se destacam pela fortaleza na luta para conciliar a vida amorosa e familiar com o trabalho fora de casa, sem abrir mão de suas preferências e necessidades pessoais. Elas se mostram fortes nas suas fraquezas e pacientes com homens robustos que, ressentidos diante dos pequenos desentendimentos no convívio com as parceiras, afastam-se delas, mas acabam voltando.”
Vera Teixeira de Aguiar (Professora Titular aposentada da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS), que assina a quarta-capa do livro, salienta:
“Temos aqui nove contos e uma história possível. São nove flashes do cotidiano de um casal com seus dois filhos pequenos. […] A coleção joga com possibilidades existenciais várias, mantendo, no entanto, o núcleo familiar básico. Mudam-se os tempos, as profissões, os problemas e a classe social, como facetas da vida que acontece todos os dias.”

Sobre o autor: Francisco Neto Pereira Pinto é professor, escritor e psicanalista. Doutor em Ensino de Língua e Literatura, leciona no programa de pós-graduação em Linguística e Literatura da Universidade Federal do Norte do Tocantins e nos cursos de Medicina e Direito do Centro Universitário Presidente Antônio Carlos. Membro da Academia de Letras de Araguaína – Acalanto, é autor dos livros de contos “À Beira do Araguaia” e Civilização Selvagem ou tigelas de barro espatifadas no chão. Como escritor de obras infantis, publicou “O gato Dom”, “Você vai ganhar um irmãozinho”, “Saudades do meu gato Dom” “O menino que selecionava sabores” e “Olha aquele menino, mamãe!”. Também organizou as coletâneas “Panorama das pesquisas em ensino da literatura”, “Ensino da Literatura no Contexto Contemporâneo” e “Torto Arado em Dez Dobras”.
(Por: Assessoria do autor)
(Foto: Divulgação)
