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POLÍTICA

O improvável começa a incomodar: Eli Borges ganha protagonismo na corrida pelo Senado no Tocantins

Deputado que chegou à disputa cercado de dúvidas vê cenário político mudar e passa a chamar atenção em uma corrida que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos

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“A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular.” A conhecida passagem do Salmo 118:22 talvez ajude a traduzir, guardadas as devidas proporções entre fé e política, o momento vivido pelo deputado federal Eli Borges (Republicanos) na corrida por uma das duas vagas do Tocantins ao Senado Federal.

Quando o nome de Eli Borges foi colocado na disputa, não faltaram dúvidas sobre até onde sua candidatura poderia chegar.

Em uma eleição cercada por nomes conhecidos, grandes estruturas políticas e candidatos que já apareciam melhor posicionados nas pesquisas, Eli parecia, para muitos, correr por fora.

Só esqueceram de combinar com o “improvável”.

A entrada do parlamentar na corrida chegou a provocar movimentações e discussões dentro do próprio campo governista. Mesmo diante das especulações sobre uma possível retirada, Eli manteve o nome colocado e deixou claro que pretendia seguir na disputa.

Agora, o cenário começa a ganhar novos ingredientes.

A corrida pelas duas cadeiras do Senado tem nomes de peso. O senador Eduardo Gomes (PL) aparece entre os principais protagonistas, enquanto deputados federais como Alexandre Guimarães (MDB) e Carlos Gaguim (União Brasil) também estão no centro das articulações.

Eli, portanto, ainda tem terreno para percorrer.

Mas eleição não termina na fotografia de uma pesquisa, principalmente quando o filme ainda está rodando.

Nos últimos dias, temas nacionais, entre eles a repercussão envolvendo o caso Banco Master e o Supremo Tribunal Federal, passaram a ocupar espaço importante no debate político.

Nesse ambiente, Eli Borges tem reforçado um posicionamento conservador e alinhado à direita, buscando transformar uma identidade política que já carregava em um importante ativo eleitoral.

É justamente aí que mora o elemento capaz de mexer no tabuleiro.

Com forte ligação com o eleitorado evangélico e conservador, Eli tenta consolidar seu nome como uma das alternativas da direita para o Senado no Tocantins.

A movimentação em torno de sua candidatura também começa a ultrapassar as fronteiras do Estado, com manifestações de apoio vindas de figuras ligadas à direita nacional.

Ainda é cedo para dizer quem ficará com as duas cadeiras.

A urna, afinal, costuma ser pouco impressionada com certezas de bastidores.

Mas uma coisa começa a ficar cada vez mais difícil: tratar Eli Borges simplesmente como figurante dessa eleição.

Na política, muitas vezes, o candidato que parece pequeno demais para preocupar é justamente aquele que cresce enquanto os favoritos estão ocupados olhando uns para os outros.

E talvez seja exatamente por isso que o nome colocado inicialmente na prateleira dos “improváveis” comece a obrigar muita gente a refazer contas e observar com mais atenção os próximos movimentos.

Se Eli Borges chegará ao Senado, somente o eleitor tocantinense poderá responder nas urnas.

Mas se antes a pergunta era “Eli tem chance?”, talvez outra comece a surgir nos bastidores da política tocantinense:

“E se o improvável acontecer?”

( Por: Rodrigo Magalhães)

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