REGIME FECHADO
Policial militar é condenado a mais de 35 anos de prisão por assassinatos em Gurupi
Ministério Público comprova motivação de “limpeza social” e garante condenação no Tribunal do Júri
O Tribunal do Júri de Gurupi condenou o policial militar Edson Vieira Fernandes, de 54 anos, conhecido como “Lobão”, a uma pena total de 35 anos, 7 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado. A decisão acolheu integralmente a acusação feita pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) de que agiu de forma cruel e sem chances de defesa da vítima. A sentença foi conhecida na sexta-feira, 27.
Os crimes ocorreram em dezembro de 2017. O réu foi acusado de matar dois jovens, Wesley Oliveira da Luz e Geovane Miguel da Silva, na Vila São José, em Gurupi. As investigações apontaram que os crimes tiveram características de extermínio, com o objetivo de eliminar pessoas que o acusado considerava “indesejáveis” para a sociedade.
Pela morte de Wesley, Edson Vieira dos Santos foi condenado a 16 anos, 7 meses e 15 dias; pela morte de Geovane, a 19 anos. A indenização que deverá ser paga aos herdeiros de cada vítima foi fixada, individualmente, em R$100 mil.
Atuação do MPTO
No julgamento, o MPTO foi representado pelos promotores de Justiça Rafael Pinto Alamy e André Henrique Leite, que destacaram que Wesley foi morto por disparos de arma de fogo e o crime foi motivado pelo desejo de “limpeza social”. Geovane foi assassinado logo em seguida, como “queima de arquivo”, ou seja, para garantir que o primeiro crime ficasse impune.
O réu se encontra recolhido no Batalhão da Polícia Militar na cidade, por uma condenação com trânsito em julgado, de 16 anos, por matar um travesti na cidade.
(Da Dicom do MPTO)
(Foto: Ilustração Canva)
