Empresária de Araguaína aplica golpes bancários em idosos analfabetos

Ela foi identificada pelas iniciais C.G e é proprietária da empresa L.N

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A Polícia Civil deflagrou nessa sexta-feira, 9, em Araguaína, a “Operação Stellio”, em que foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra a proprietária de uma empresa de operações de empréstimos financeiros, de iniciais L. N. de C. G. Ela é suspeita da prática de dezenas de estelionatos contra diversas vítimas, em sua maioria, idosos que não sabem ler os escrever.

Os mandados foram cumpridos na residência da suspeita, onde foram encontrados uma arma do tipo revólver e munições pertencentes ao seu marido, que foi preso em flagrante como incurso no crime de posse ilegal de arma de fogo. Já o outro mandado fora cumprido na sede da empresa localizada no centro da cidade, onde foram apreendidos diversos computadores, celulares e documentos.

De acordo com o delegado Luis Gonzaga da Silva Neto, titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Araguaína e responsável pela Operação, segundo o já apurado, a empresária realizava empréstimos para as vítimas e, logo após, de posse das informações pessoais destas pessoas, realizava outros empréstimos sem a autorização delas. Após o dinheiro ser creditado nas contas bancárias das vítimas, ela entrava em contato com elas e inventava uma história qualquer para ter acesso aos valores. “Houve casos que uma vítima chegou a transferir os valores creditados em sua conta para a conta da empresária, acreditando na história contada pela suposta autora, vindo após a descobrir o golpe”, afirmou.

Ainda de acordo com o delegado, em outro caso, a empresária teria acompanhado um idoso até o caixa eletrônico do banco, vindo a realizar empréstimos bancários e sacando o dinheiro em seguida, sem que o idoso percebesse, pois este acreditava que a empresária o estava ajudando a sacar o benefício da aposentadoria.

“Várias destas vítimas procuraram a referida empresária com o fim de reaver o dinheiro, oportunidade em que a empresária dava desculpas e prometia que devolveria os referidos valores o mais breve possível, mas nunca ocorria a referida devolução”, afirmou.

De acordo com o delegado, a mulher está proibida de sair da cidade sem prévia autorização judicial
(Da Redação)

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