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Ocorreu em 2025

MPTO pede júri popular para acusado de matar dois motociclistas na BR-153, perto de Cariri do Tocantins

Acidente ocorreu em 2025, próximo a Cariri do Tocantins, e resultou na morte imediata de dois motociclistas

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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) solicitou à Justiça que o acusado da morte de dois motociclistas em um acidente na BR-153, perto de Cariri do Tocantins, seja levado a Júri popular.

O promotor de Justiça Rafael Pinto Alamy defende que o acusado responda por dois homicídios qualificados com dolo eventual, isto é, quando se assume o risco de matar, além do crime de fuga do local do acidente. As vítimas eram Jefferson Amâncio de Souza e Gilberto Rodrigues.

O acidente aconteceu no fim da tarde de 29 de novembro de 2025, quando o acusado dirigia um veículo da marca/modelo Fiat Mobi após consumir grande quantidade de bebida alcoólica. Em determinado momento, ele invadiu a contramão e bateu de frente nas motocicletas, que seguiam regularmente no sentido oposto.

Após a colisão, os motociclistas morreram no local e o motorista teria fugido a pé para evitar a responsabilização criminal.

MPTO pede manutenção das qualificadoras

O Ministério Público também pediu a manutenção da qualificadora por dificultar a defesa das vítimas, já que os motociclistas foram surpreendidos pela invasão repentina da pista e não tiveram chance de reação.

Além disso, o MPTO sustenta que a fuga após o acidente configura crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro, já que o acusado deixou o local sem prestar socorro.

Testemunhas relataram invasão repentina da pista

Uma das testemunhas informou que seguia atrás das motocicletas e viu o momento do acidente. Conforme o relato, as vítimas conduziam de forma prudente e em velocidade compatível com a via quando o carro atravessou repentinamente para a contramão.

A testemunha também afirmou que não havia obstáculos na pista nem outros veículos que justificassem a manobra.

Outro depoimento destacado pelo MPTO foi o do passageiro do carro. Ele confirmou que os dois haviam consumido cerveja em um bar de Cariri pouco antes do acidente.

PRF apontou sinais de embriaguez

Um dos policiais rodoviários federais que atendeu a ocorrência relatou que encontrou o acusado no hospital com forte odor de álcool, fala arrastada, pupilas dilatadas e outros sinais de embriaguez.

Segundo o policial, o motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro. Diante disso, foi lavrado termo de constatação de alteração da capacidade psicomotora.

Ainda conforme as alegações finais, os policiais encontraram dentro do veículo latas de cerveja e uma garrafa de vinho quebrada.

Para o MPTO, as provas técnicas, testemunhais e periciais mostram que o acusado assumiu o risco de provocar a morte ao dirigir alcoolizado em uma rodovia federal movimentada.

(Da Dicom MPTO)
(Foto: Marcelo de Deus)

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